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terça-feira, 2 de abril de 2013

Resenha: "Virou Regra?" - Claudete Alves

Olá!

Depois de muito tempo sem postar aqui (Acompanhem meus posts no http://geekiss.com/ ) voltei com uma resenha de um livro que li recentemente: "Virou Regra?" da Claudete Alves.

A autora escreveu o livro que é a tese de mestrado em C. Sociais na PUC-SP com o tema: Solidão da mulher negra. Como o o preterimento da mulher negra pelo homem negro afeta as possibilidade de relacionamento dessa mulher no Brasil.

Vocês pode estar achando essa história familiar pois ela foi entrevistada pelo Lázaro Ramos no programa Espelho há algum tempo! Seguem os vídeos da entrevista:

PARTE 1 e PARTE 2


 

O livro tem uma pesquisa muito bem feita mostrando as desvantagens da mulher negra no "mercado" do casamento e das uniões amorosas provando que são as que menos casam, as que mais marcam presença desacompanhadas. Longe mim parecer machista e dar a impressão de que o trabalho o é. O que é importante é apenas comprovar algo que todos nós percebemos, vemos muito brancos com brancas, negros com brancas, alguns negros com negras, pouquíssimos brancos com negras, concluindo... as negras estão ficando cada vez mais sozinhas? Quais as consequências disso?

Nos EUA há um debate muito aceso na mídia sobre mulheres negras que aceitam namorar fora do seu grupo étnico devido a poucas opções que haveriam disponíveis se não o fizerem. Aqui no Brasil as coisas são parecidas, mas a posição da mulher negra é um pouco diferente, aqui não é discutido o que as mulheres negras querem... mas sim, quem as querem... há essa sensação que passividade diante do problema. Isso vem do passado cultural de ambos países que possuem profundas diferenças apesar de certas similaridades em relação à população negra, principalmente o senso de identidade da população.

Claudete faz observações em lugares como igrejas, teatros, restaurantes e supermercados em diferentes locais de São Paulo e observa os casais interrciais e suas composições e, sem exceção, em todos os eles os interraciais entre homens negros e mulheres brancas é esmagadoramente maior do que o contrário e do que o homem negro com mulher negra.
É muito interessante ler esse trabalho e as observações!




Ao final do livro, nos anexos, há uma entrevista com 11 mulheres negras sobre o assunto. EXTREMAMENTE INTERESSANTE e aposto, que todos já pensaram sobre, só nunca explicitaram.
Vale a pena conferir!!!

Fico por aqui com um trecho do livro:


Os tópicos da imagem da mulher negra na mídia, jogadores de futebol, Xuxa e o Pelé, relacionamento de jovens, pessoas mais velhas, famílias e tudo mais é citado ao decorrer das entrevistas.

Assistam aos vídeos aí í em cima, leiam o livro, peguem a tese (está disponível online). Leiam!!!!!

Vale a pena!

Beijos


sábado, 5 de maio de 2012

CBN: Reportagem sobre "cabelo ruim".

Oi gente,

Ouçam a segunda reportagem desse link aqui: http://cbn.globoradio.globo.com/premio-cbn-2012/VENCEDORES_ANTERIORES.htm  com o título "Jovens que ultrapassam limites e impressionam"

Boa matéria sobre o uso da expressão "cabelo ruim". É rápido, tem 4 minutos de duração!
Vale a pena!

Beijos!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Taís Araujo no Esquenta!

Olááá!

Quem me segue no twitter viu que eu dei RT num vídeo de uma entrevista dada por Taís Araújo para Regina Casé no programa Esquenta!
Na entrevista ela fala sobre racismo na adolescência. Muito interessante!


Vale a pena conferir!

Beijooos!
Comentem!

domingo, 20 de novembro de 2011

20 de Novembro - Consciência Negra

Ahhhhhh que droga, passei muito tempo sem postar!
Desculpe gente, é o final do semestre correria, sem idéias pra fazer texto pra cá, enfim!
Tenho umas coisinhas pra resenhar até o final do ano eu posto tudo!

Agora vou colocar aqui a mesma notinha que publiquei no meu Facebook:

Pelo fim da expressão "cabelo ruim" para definir cabelos crespos;
Pelo fim da vergonha em dizer que alguém é negro e acabar dizendo "moreno";
Pelo fim de esconder o seu racismo chamando-o de "preferência pessoal";
Pelo fim de achar que mulher negra tem obrigação de saber sambar. E sambar bem;
Pelo fim das cantadas que envolvam Globeleza e chocolate;
Pelo fim da desculpa "não sou racista, tenho um(a) amigo(a) negro(a)".


Reflita no seu 20 de Novembro!

Beijos!

(foto inspiradora)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Reparação


Tô afim de polêmica! Então lá vai!

Ontem (13/05) foi o dia da Abolição da Escravatura.
Eu não considero essa data nada "fofa" como alguém escreveu no twitter ontem, foi uma obrigação do Estado feita tarde de mais e sem oferecer nenhum repara pra toda aquela população de ex-escravos que da noite pro dia não tinha mais onde morar, de onde tirar seu sustento e ainda tinha que conviver com o desrespeito da população nacional.
O tempo passou e essas sequelas se arrastaram, a vida dos negros foi melhorando, na medida do possível, mas ainda com a gigantes abismos em relação ao resto da população não-negra.
Mas calma... hoje eu não vou falar de racismo, isso vai ser assunto para outro post!

Hoje o assunto é a reparação! Uma que eu honestamente NUNCA vou cansar de defender: cotas para negros na universidades.
Eu já cansei de ouvir muita bobagem das pessoas ao meu redor sobre o que porquê não deve ser implantada, quando o fato é que muitas universidades já as adotaram e estudos mostram que os ingressantes cotistas tem desempenho igual ou até melhor do que os não-cotistas.

O que mais me deixa irritada sobre esse assunto, como eu já disse acima, é o tamanho das besteiras que as pessoas apelam para se dizer contra, a maioria não faz nem sentido. Vou destrinchar os argumentos mais usados e descontruí-los:

1) Deveriam ser cotas sociais! (o mais usado eu acho)

Esse é fácil de quebrar, as cotas raciais são uma medida de ação afirmativa, ação afirmativa por definição é uma política de combate a discriminação e não à pobreza!
Além do mais, é óbvio que seria ótimo se o país tivesse um ótimo ensino público, ninguém que é favorável as cotas é contra o ensino público de qualidade!

2) Mas e os brancos pobres?

Uso o argumento do item anterior: Cota é um ação afirmativa, contra a discriminação! O branco pobre, por mais pobre que seja, terá mais portas abertas ao longo da vida em termos de opotunidades do que um negro, pelo simples fato de ser branco. Na hora de se conseguir um emprego por exemplo o velho quesito da "boa aparência" sempre aparece, desse modo é muito mais fácil um branco pobre conseguir um emprego do que um negro pobre.

3) Cotas são ofensivas, os negros tem a mesma capacidade que qualquer um de entrar em uma universidade!
Sim, inteligencia igual claro, só que as oportunidades são totalmente diferentes. Com negros formados a força de trabalho especializada negra aumenta,podendo ter assim mais negros exercendo cargos de gerência e aumentando sua a inclusão social! Sem falar no aumento da renda, facilitando o acesso dos seus descendentes á uma educação de qualidade.

4) Somos todos iguais, as cotas são racistas porque diferenciam a população!
Esse eu acho o argumento mais hipócrita de todos! Somo todos iguais, é isso? Só que tem uma coisa, de jeito nenhum todos são tratados iguais! Se tem uma roda de brancos e um negro entra é automaticamente chamado de "negão", é só prestar atenção nos Big Brothers da vida... o negro voce nem sabe o nome porque ele sempre vira o "negão". Uma mulher negra numa casa de classe média é a empregada, o negro correndo na rua é ladrão... eu posso dicorrer nessa lista por horas...! Então não são iguais não! Nós negros, somos marginalizados e esteriotipados TODA HORA e por isso estamos sempre tendo que provar nosso valor, então não adianta vir com essa de salvador da pátria humanitário de SOMOS TODOS IGUAIS! Isso é balela! Socialmente existe diferença, muita diferença.

Recomendo que assistam esse vídeo! http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-05-13/26299

Comentem!
Se for o caso posso fazer outro post e, quem sabe, agitar a discussão!