Depois de muito tempo sem postar aqui (Acompanhem meus posts no http://geekiss.com/ ) voltei com uma resenha de um livro que li recentemente: "Virou Regra?" da Claudete Alves.
A autora escreveu o livro que é a tese de mestrado em C. Sociais na PUC-SP com o tema: Solidão da mulher negra. Como o o preterimento da mulher negra pelo homem negro afeta as possibilidade de relacionamento dessa mulher no Brasil.
Vocês pode estar achando essa história familiar pois ela foi entrevistada pelo Lázaro Ramos no programa Espelho há algum tempo! Seguem os vídeos da entrevista:
PARTE 1 e PARTE 2
O livro tem uma pesquisa muito bem feita mostrando as desvantagens da mulher negra no "mercado" do casamento e das uniões amorosas provando que são as que menos casam, as que mais marcam presença desacompanhadas. Longe mim parecer machista e dar a impressão de que o trabalho o é. O que é importante é apenas comprovar algo que todos nós percebemos, vemos muito brancos com brancas, negros com brancas, alguns negros com negras, pouquíssimos brancos com negras, concluindo... as negras estão ficando cada vez mais sozinhas? Quais as consequências disso?
Nos EUA há um debate muito aceso na mídia sobre mulheres negras que aceitam namorar fora do seu grupo étnico devido a poucas opções que haveriam disponíveis se não o fizerem. Aqui no Brasil as coisas são parecidas, mas a posição da mulher negra é um pouco diferente, aqui não é discutido o que as mulheres negras querem... mas sim, quem as querem... há essa sensação que passividade diante do problema. Isso vem do passado cultural de ambos países que possuem profundas diferenças apesar de certas similaridades em relação à população negra, principalmente o senso de identidade da população.
Claudete faz observações em lugares como igrejas, teatros, restaurantes e supermercados em diferentes locais de São Paulo e observa os casais interrciais e suas composições e, sem exceção, em todos os eles os interraciais entre homens negros e mulheres brancas é esmagadoramente maior do que o contrário e do que o homem negro com mulher negra.
É muito interessante ler esse trabalho e as observações!
Ao final do livro, nos anexos, há uma entrevista com 11 mulheres negras sobre o assunto. EXTREMAMENTE INTERESSANTE e aposto, que todos já pensaram sobre, só nunca explicitaram.
Vale a pena conferir!!!
Fico por aqui com um trecho do livro:
Os tópicos da imagem da mulher negra na mídia, jogadores de futebol, Xuxa e o Pelé, relacionamento de jovens, pessoas mais velhas, famílias e tudo mais é citado ao decorrer das entrevistas.
Assistam aos vídeos aí í em cima, leiam o livro, peguem a tese (está disponível online). Leiam!!!!!
Hoje vou falar de uma webserie que eu VICIEI em assistir: The Misadventures of an Awkward Black Girl, criação da cineasta Issa Rae.
A série se passa nos EUA e tem como personagem principal a J. Uma mulher com seus 20 e tantos ano que tem um trabalho normal e uma vida normal. Quando digo normal, digo "normal" com todas as esquisitisses que uma vida pode ter, a mulher que ela odeia no escritório, um cara chato que vive correndo atrás, um ex-namorado iditota e situações cotidianas pelas quais todos nós passamos entre elas: ter que dar oi duas vezes pra pessoas que vc acabou de encontrar, mudanças no visual que os outros não acham legal, acenar pra pessoa errada, um "rolê errado", ignorar a ligação de alguém que está atrás de vc! Acho que é essa última característica que faz com que muitos se identifiquem com a série, mais o fato de que a maior parte do elenco é negro!
Humor estilo 30 Rock e The Office com mais negros nas tramas!
Vale muito a pena assistir, é divertidíssimo com risadas garantidas!!!! E garanto que vc vai se identificar com muuuuito do que a J tem que enfrentar no dia a dia!
Segue o link da playlist com todos os episódios até hoje: PLAYLIST! Eles são curtos (média de 8 mins por espisódio).
O último espisódio será transmitido dia 12 de janeiro, num horário a ser dado via midias sociais!
Infelizmente não há tradução para o português, mas se vc entende inglês numa boa, assista!!!
Pra quem já conhece e está esperando ansiosamente pelo dia 12, a estréia do season finale "The Decision": #teamwhiteJ ou #teamfred... ou #teamA?? hauhauhaua
Ahhhhhh que droga, passei muito tempo sem postar!
Desculpe gente, é o final do semestre correria, sem idéias pra fazer texto pra cá, enfim!
Tenho umas coisinhas pra resenhar até o final do ano eu posto tudo!
Agora vou colocar aqui a mesma notinha que publiquei no meu Facebook:
Pelo fim da expressão "cabelo ruim" para definir cabelos crespos; Pelo fim da vergonha em dizer que alguém é negro e acabar dizendo "moreno"; Pelo fim de esconder o seu racismo chamando-o de "preferência pessoal"; Pelo fim de achar que mulher negra tem obrigação de saber sambar. E sambar bem; Pelo fim das cantadas que envolvam Globeleza e chocolate; Pelo fim da desculpa "não sou racista, tenho um(a) amigo(a) negro(a)".
Ele é Matte e é meu segundo batom com esse acabamente da MAC. Tenho o Diva que bem mais fechado que o Ruby Woo.
Ele é um vermelho bem expressivo, e lindo! Ele é chamativo, se você não estiver acostumada com batons fortes recomendo usar dentro de casa por uns dias pra ir se acostumando. Fico ótimo em negras! Vi uma foto da Mábia do maxxibolsa com ele e achei lindo, acho que foi quando eu finalmente coloquei na minha cabeça que negras podiam usar essa cor e ficar bem!
Minhas impressões: Ele é bem mais seco que o Diva, que também é Matte. Eu não arriscaria usar sem um balm por baixo; Ele faz com que as manchinhas do rosto, se você tiver, fiquem mais destacadas, eu tenho manchinhas, várias inclusive, e sinto que elas ganham mais destaque com esse batom, logo só usarei mesmo quando estiver propriamente maquiada!; Ele tem uma cor liiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda (quero dar ênfase nessa característica).
Aí vai uma foto, bem ruim, do Ruby Woo na minha boca:
Não reparem o sorriso torto, hehe! E foto de webcam, sabe como é né... horrível!
OBS: na foto a cor está um pouco apagada, ele é bem mais aceso do que isso.
Como prometido aqui vai o post sobre cabelos.
Quero fazer esse post desde que comecei esse blog, mas sempre acabava adiando escrevê-lo porque minha opiniões iam mudando ao longo do tempo (metamorfose ambulante) e ficava, na minha cabeça, reescrevendo o meu texto, até então só imaginário hehe.
Bom, indo direto ao assunto. Cabelo afro natural e o mito do cabelo "bom".
Já começo dizendo que ODEIO esse expressão, ela é um juizo de valor cabelos são diferentes, apenas diferentes, nenhum é melhor ou pior que o outro.
O que temos hoje com o cabelo afro ou crespo (que acontece também com não-negros) é que ele não é bem aceito na sociedade então o que se faz é ensinar, mesmo que sem querer, às crianças isso.
Falando de mim agora, quando eu era pequenininha minha mãe sempre fez trancinha, coquinho fofos em mim! (nao tenho fotos digitais aqui pra mostrar) Hoje sei que minha mãe arrumava meu cabelo de um jeito bem legal, mas lembro também de minha amigas na escola (todas com cabelo liso) me perguntando o por que eu não soltava o cabelo, e eu sempre respondia que era porque ele armava!
Quando fui ficando maior minha mãe decidiu que ia me levar à um salão para passar alguma coisa que deixasse meu cabelo cacheado. Começou então uma procura exaustiva de salões decentes, até que ela me levou em um, que eu não lembro o nome mas que ficava perto da Liberdade (bairro de São Paulo), que primetia tratamentos com produtos naturais. Eu deveria ter uns 10 anos na época, eu não me lembro exatamente o que eles passaram no meu cabelo e nem se doeu ou não, mas seja lá o que foi QUEIMOU meu cabelo, eu lembro dele com reflexos avermelhados, de queimado mesmo! Lembro que minha mãe ficou uma fera!
Depois disso fiquei 1 ano sem química. Até que minha mãe, novamente na tentativa de deixar me cabelo com cachos, me levou ao salão Negritude (sim, o do Netinho de Paula), e lá a cabeleireira me indicou um relaxamento. E fiz. A dor foi horrorosa! Ardeu demais. Eu chorava, queria que tirassem! Mas a moça precisva pelo menos terminar de aplicar o produto no meu cabelo inteiro. Eventualmente o processo terminou e fui para casa, pensando o seguinte "depois de toda essa dor, vou ter cabelos esvoaçantes", sonho meu, meu cabelo continuou armado e sem cachos, a única diferença é que ele não era mais tão crespo. Continuei fazendo isso até uns 13-14 anos.
Com 14 anos decidi que queria resolver logo o meu "problema" resolvi trançar, fui ao mesmo salão e pedi que trançassem, meu cabelo tinha um comprimento até os ombros nessa época, e deu pra fazer tranças sem precisar por aplicações de cabelo. Eu gostei muito do resultado! Podia deixá-lo solto e era prático! Continue com tranças até os 16 anos.
Aos 16 quis tirar as tranças e deixá-lo natural, lá me vou para o salão (já não era mais o Negritude) e pedi que cortassem black! A cabeleireira perguntou se eu nao queria fazer um relaxamento para dar uma soltada, eu disse que não (porque pra mim relaxamento não adiatava nada). Depois de cortado redondão e tals, fui pra casa feliz! O tempo foi passando (tinha cortado de manhã) e eu ia mexendo no meu cabelo e vi que ele não estava maleável, estava crespão mesmo, não me exaltei nem nada, mas fiquei preocupada. No dia seguinte percebi que não conseguia arrumá-lo direito, já não estava tão maleável. Voltei ao salão e pedi um relaxamento. O cabelo ficou mais macio e maior. Fique assim até os 18.
Aos 18, deixei ele crescer um pouco, sempre relaxando periodicamente.
Aos 20 usei tranças de novo, com kanekalon dessa vez pois queria experimentar cabelo comprido, fiquei 6 mesmes e tirei, não me dei bem com o peso do cabelo. Voltei a relaxamento, dessa vez varie o corte, deixei mais curto.
Hoje tenho 22 anos e continuo relaxando só variando os cortes.
Pensando nessa trajetória toda eu até me emociono um pouco. Pois sei que foi difícil, tudo esse processo de negar meu cabelo começou sem que eu ao menos me desse conta pois era só uma criança.
Minha mãe, que tinha esse sonho do cabelo cacheado, cresceu do mesmo jeito que eu, com minha vó alisando o cabelo dela, e dizendo que ela ficava mais bonita daquele jeito e não podia deixar o cabelo ficar "duro". Minha vó por sua vez é de uma época mais antiga em que isso era de fato uma vergonha. Parece "muito negro" era feio.
Depois de mais velha, com uns 18 anos, minha mãe parou com os alisamentos e fez o que hoje chamamos de "big chop", cortar toda a química do cabelo e dexá-lo natural. E mesmo com isso ela queria que meu cabelo também fosse diferente do natural, mas nunca me disse que o natural era feio, mas o fato de querer sempre mudá-lo me dava a impressão que o meu cabelo natural era, de fato, "ruim".
Hoje minha mãe tem consciência de que o que ela fez foi uma versão "light" do que o que a mãe dela fez com ela. E que talvez ela não tenha lidado com a situação da melhor maneira possível.
Eu, hoje, depois de ler tudo o que eu já li, e assistir tudo o que eu já assisti sobre o assunto, entendo muitas coisas que eu já senti em relação ao meu cabelo. Eu só queria ser igual a todo mundo (coisa de adolescente), queria me sentir mais bonita e pra mim, poder usar meu cabelo solto, significava ser mais bonita e nunca consegui isso do jeito que eu idealizava. Hoje entendo que temos que nos sentir confortáveis com o cabelo que nascemos. Não podemos odiá-lo porque os outros odeiam, porque os outros acham feio. Hoje eu entendo um pouco mais da textura do meu cabelo natural apesar de não usá-lo desse jeito, por causa da experiência que tive aos 16. Pretendo em algum momento da minha vida usá-lo natural.
Os meus maiores medos são: o "big chop" não sei fico bem como cabelo tão curtinho, tenho o rosto meio gordinho, apesar de ser magra, e a questão de quanto tempo vou precisar para arrumar meu cabelo de manhã. Quase nunca tenho tempo de lavar meu cabelo de manhã, fico pensando em mil coisas pra fazer depois da faculdade e fico pensando se cuidar do meu cabelo se encaixaria nessa rotina louca.
Por enquanto estou no relaxamento. Já pensei em fazer alongamento pra deixar o cabelo crescer por baixo por uns 2 anos, tirar e deixar natural pra ver como é e poder responder minhas próprias perguntas e talvez até descobrir que o cabelo natural vá tomar a mesma quantidade de tempo que o meu cabelo relaxado já toma. Não sei, tenho consciência de que só descobrirei se tentar (coisa que ler e assistir os vídeos do blog da Rosa Jo me encoraja a fazer!)
Acho que o mais importante eu consegui. Não odeio o meu cabelo, não acho que seja "ruim" (isso pra mim nao existe). O problema do tempo que o cabelo consome é um fato relevante pra minha vida que deve ser levado em consideração.
Admiro muito, muito mesmo todas que fizeram a transição e agora exibem seus lindo cabelos naturais sem medo de ser feliz. Pois entendo todos os estigmas e angústias que estão ligados ao nosso cabelo.
Acho que assim que aceitamos o nosso cabelo, e paramos de travar uma briga eterna com ele não importa como decidimos usá-lo seja alisado, relaxado, permanenteado, com alongamento, megahair, natural, careca etc. acho que o mito para de existir em nós. E se nós não perpertuamos isso, os outros vão eventualmente parar de hostilizar nosso cabelo. Não sei se isso é muito "poliana" mas acredito nisso...!
Beijos capilares!
PS: Este é um vídeo que mostra um pedaço do programa americana The View, esse episódio tem a participação do Chris Rock e as mulheres do program debatem sobre o que leva uma mulher negra a optar por formas de modificar seu cabelo.
No post anterior eu postei a parte 1 de um programa que Tyra Banks (sim, a modelo) fez sobre "good hair", vou postar aqui a série inteira.
Se você está com pressa, assista pelo menos a parte 2, que é a entrevista e teste com algumas menininhas, todas menores que 10 anos, é muito triste gente.
O comediante Chris Rock fez um documentário bem famoso, Good Hair, sobre essa indústria nos EUA depois que sua filhinha perguntou a ele um dia "Papai, por que eu não tenho cabelo bom?". Depois de muito procurar eu achei o link para o documentário: http://www.filmlinks4u.net/2010/10/good-hair-2009-hollywood-movie-watch-online.html!
Acabei de ouvir uma informação no programa da Tyra Banks (vi no YouTube): 80% dos produtos de cabelo, nos EUA, são consumidos por mulheres negras, que representam 6 ou 7% da população americana.
Em breve farei um post sobre cabelos! Aguardem!
Segue o link do vídeo! Tentei postar os outros mas não consegui, o Blogger não está aceitando sei lá o porquê! :s
Seguindo na linha das modelos negras, achei uma série de vídeos de entrevistas de modelos negras famosas de diferentes nacionalidades!
Aqui vão alguns:
AJAK DENG
ALEK WEK
IMAN
KIARA KABUNKURU
Esses foram só alguns, há vídeos de muitas outras dessa mesma série!
E... para quem não sabe a revista Vogue italiana tem uma série chama Black Vogue, que são edições da Vogue só com modelos negras, a primeira edição foi em Julho/2008 já ouvi que tiveram mais duas edições depois dessa, mas não achei mais informações sobre isso...
No site da Vogue tem a edição na íntegra dela e vale a pena conferir, as fotos são maravilhosas e tem participações de modelos como: Naomi Campbell, Iman, Ajak Deng, Alek Wek, Kiara Kabunkuru, Toccara Jones, Tyra Banks e muuuuitas outras! Os editoriais são belíssimos!
Hoje, dia da Consiciência Negra, vou fazer um posto diferente. Uma coisa pra levar a discussão e a reflexão para outra direções.
O verão 2010 teve duas grandes tendências em termos de cores: o flúor e o nude. O nude devolveu o glamour ao famoso, e conhecido por todos, batom cor de boca. Mas esse post não é sobre tendências do verão 2010, até mesmo porque o verão já passou, para a alegria de uns e tristeza de outros (eu me incluo no último grupo rs, adoro o verão).
A nomenclatura "cor de boca" não me agrada nem um pouco, porque as nuances que levam esse nome são, normalmente, rosas claros queimados, que deixam um efeito "matte" (sem brilho) e, obviamente, essa não é a cor da boca de todo mundo!
Quem me conhece ( e lê o blog) sabe que eu sou uma fã de cosméticos. Sou capaz de passar mais d uma hora em uma perfumaria testando cores e produtos novos, e horas a fio em sites de cosméticos só vendo quais são as novidades desse mundo.
Em janeiro,eu estava em uma perfumaria em São Paulo para comprar um batom de todo dia, daqueles "acordei e passei", eu pedi, a vendedora trouxe e conversando com ela eu disse q adorava aquele batom e ela me disse que era uma das cores que menos vendia, eu disse que o usava todos os dias,e ela respondeu "ah, pra voce fica um cor de boca né?". Sim! Fica um cor de boca! huahuauhaa Falei tudo isso para ilustrar como esse raio desse batom rosinha-matte-queimado foi mal nomeado! O meu cor de boca é vinho amarronzado! Cada um é cada um!
Todo esse papo de maquiagem foi pra exemplificar como a sociedade tem padrões. A cor de boca é aquela, o cabelo normal é aquele e etc. Tudo isso é extremamente irritante.
Outro caso ilustrativo:
Uma vez, há um bom tempo, minha prima estava numa dessas barraquinhas de rua disposta a comprar um prendedor de cabelo, ela perguntou para o vendedor se aquilo de fato prendia o cabelo direito, o vendedor, em sua enorme delicadeza, respondeu: "Se o cabelo for bom prende sim!" Minha prima jogou o prendedor no "mostruário" (hehe) e saiu amaldiçoando várias gerações da família do cara! E ela fez muito bem!
Cabelo bom? o.o O que é um cabelo bom? Se tem um bom, qual é o ruim? Bizarro né? Escolher um modelo e tudo o que for diferente é "ruim"! Isso é juizo de valor!
Nessa vida já aprendi o que corre por debaixo dessa expressão. E não é nada bonito. E não deve ser dito.
Voce nunca vai ouvir ninguém dizendo que um cabelo liso é ruim. O máximo vai ser que o cabelo está maltratado. Mas se for um cabelo não-liso, é mais provável que alguém diga que ele é ruim. Já perceberam onde eu quero chegar né?
Essa expressão demonstra um racismo imenso.
Muitos tentarão argumentar que não é racismo e blá blá blá, mas é sim, é porque muitos nunca pararam pra pensar quais os tipos de cabelo que são associados com essa expressão, a grande maioria dos casos é o cabelo crespo. Negros tem cabelo crespo, logo... Se tiver alguém aqui lendo e querendo negar, reconheça, não dá!
O ideal é que se abandone integralmente o uso dessa expressão.
Da próxima vez que ouvir alguém dizendo "cabelo ruim", corrija-o, pelo bem de todos. (Racismo vai ficar para outro post, porque esse vai render).
Cada um é cada um e não há nada de melhor ou pior nisso.
E muito chato ir comprar produtos de cabelo a única embalagem onde há uma mulher negra vem com os escritos "controle seus fios rebeldes!", "MAS MEUS FIOS NÃO SÃO REBELDES!", quer dizer que só porque o seu cabelo é crespo ele é rebelde? Ou seja, foge do seu controle? Ainda há os que dizem "Para cabelos mais domados", cabelo é selvagem agora? ¬¬. Ainda bem que este cenário está mudando, lentamente, mas já sinto algum progresso, o difícil mesmo é mudar a cabeça das pessoas.
Portanto lembre-se, quando você quiser um batom para o seu dia a dia, não peça um "cor de boca", peça um "cor da minha boca"! rs.
Agora temos vários blogs e sites com fotos e dicas pras mulheres negras aprenderem a se valorizar cada vez mais! Aí na minha lista de blog ( aí do lado) tem vááários!
Pegue o seu dia da Consciência Negra e reflita sobre essas e outras questões que ás vezes parecem fúteis, mas no fundo são muito graves.
Mais uma super dica para a pele negra: Batons que puxam pro roxo. Vi um batom arroxeado em uma revista há uns tempos, e fiquei com aquilo na cabeça até que um dia, andando pelo shopping, vi uma perfumaria que estava com batons Givenchy com 20% de desconto, entrei e comecei a ver as cores, e achei um roxo lindíssimo, lembrei da foto que havia visto e resolvi comprar!
O batom é o da foto abaixo.
Eu recomendo o uso dele a noite, pois o tom é bem forte, puxando pro ameixa com uns reflexos. Pra quem se interessar o nome dele é "Stylish Purple" cor 36 linha Rouge Interdit da Givenchy. É lindo, estou apaixonada pelo batom! Tentei tirar uma foto para mostrar como fica na boca, mas nenhuma ficou boa.
Eu recomendo pras negras terem sempre um batom nessa cor, fica liiindo, dá uma sofisticada no look pra sair a noite! Quando for usá-lo não carregue a maquiagem nos olhos, pra não ficar over, faça algo mais discreto nos olhos, lógico que dá pra usar cor, é só não exagerar. Eu usei com uma sombra acobreada bem levinha. Ficou show!
O fato é: discordo totalmente sobre o que o Sen Demostenes Torres (DEM) declara, pelo simples fato de que o que ele diz "querer ajudar os mais pobres". Nada contra, acho óóóótimo que ele queira ajudar os pobres, mas o Estatuto não ter por objetivo combater a pobreza, não é assim tão difícil de entender.
Acho que de fato o Estatuto é um ponto inicial, mas para conseguirmos aquilo que precisamos vai precisar de muito mais do que um Estatuto, não estou dizendo que ele não tem utilidade, lógico que tem. Se o Ministério da Educação decidir por implementar as cotas, que foram deixadas de fora do Estatuto aprovado, vão ter o respaldo das "ações afirmativas" que estão previstas no Estatuto.
Assim que eu tiver mais do que falar sobre este assunto, farei outro post!
Depois de ficar vasculhando a internet atrás de um blush ideal para pele negra, eu finalmente achei o canal do youtube da SongbridDiva4Life!
Ela dá dicas muito boas sobre produtos de beleza e fez uma "série" chamada "Blush Crush", onde ela testa e comenta blushes que ela usa. Um que ela indicou como clássico para peles negras foi o Raizin da MAC. Anotei na minha agenda e fiquei de comprá-lo, finalmente, juntei o dinheiro e comprei, pela internet mesmo, no site da Sacks. 3 dias depois blush chegou e é, de fato, um clássico!
Ele é lindo, perfeito pra noite e pro dia, ele é um terracota bem avermelhado, como é um Matte (os blushes da MAC tem diversos acabamentos, entre eles o Matte, Frost, Satin, Sheertone, etc) ele é opaco sem brilho, ou seja, é impossível errar nesse blush. Ele é bem pigmentado, uma pincelada já adiciona cor ao rosto, dando um aspecto saudável sabe! Eu recomendo muuuito pra quem tem pele negra usar esse blush. No site da Sacks ele custou R$89.